Meu Nome É Trupizupe

Zé Ramalho — Tom D

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[Refrão]

[D] [G]

O meu nome é Trupizupe

[D]

Sou um galo de campina

[A]

Me chamam Trupizupe

[G] [D]

O raio da Silibrina

([D] [G] )

Eu não digo à ninguém que sou valente

Vivo longe dos brutos desordeiros

Sei tratar muito bem meus companheiros

Mas se um dia eu ficar de sangue quente

Chegarei no inferno de repente

Faço o diabo chefão virar mulher

Mando logo prender a lucifer

Solto alma de deuses e pagãos

Se o cão cocho cair nas minhas mãos

Só se salta com vida se eu quiser

([D] [G] )

Qualquer dia do ano se eu puder

Para o céu eu farei uma jornada

E como a lua já está desvirginada

Olha eu posso toma-la por mulher

Se acaso São Jorge não quiser

Olha eu tomo o cavalo que ele tem

Se a lua quiser me amar também

Dou-lhe um beijo nas tranças do cabelo

Deixo o santo com dor de cotovelo

Sem cavalo, sem lua e sem ninguém

([D] [G] )

Sou o bote da cobra caninana

Sou dentada de tigre enraivecido

Sou granada que solta um estampido

Que se escuta por mais de uma semana

Sou picada de abelha italiana

Sou a bala que acerta o meio da testa

Sou incêndio que arrasa uma floresta

Sou a bruta explosão da dinamite

Sou micróbio feroz da meningite

Liquidando com gente que não presta

([D] [G] )

Dei um murro nas ventas de um mau poeta

Que a cabeça voou fez piruetas

Passando por todos os planetas

Foi parar num reinado de um profeta

Disse um santo que viu ficou pateta

A cabeça do cabra estava um facho

Uma alma gritou "Ô velho macho!”

São Pedro falou "O que é isto?”

Disse um anjo que estava junto à Cristo

"É Zé Ramalho zangado lá embaixo!”

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