Os Serranos — Tom G
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[Intro] [G] [D7] [G]
[D7] [G] [D7]
Eu nunca froxei a perna pra potro que corcoveia
[G]
Me criei montando em pêlo surrando só nas orelhas
[Bb] [G]
E quando o matungo roda é que coisa fica feia
[D7] [G]
Sou ligeirito no más sou destes que não se enleia
Int
[D7] [G] [D7]
Num aparte de mangueira tanto a pé como a cavalo
[G]
Na saída de algum brete sempre botei meu pealo
[Bb] [G]
E quando a prosa é demais que eu ouço muito e me calo
[D7] [G]
Me deito em altas da noite me acordo ao cantar do galo
Int
[D7] [G] [D7]
Quando faço um alambrado que estico bem o arame
[G]
Se escapa o estirador o tombo é que é mais infame
[Bb] [G]
Se danço mal no fandango não importa que reclame
[D7] [G]
Em namoro de cozinha só me paro no baldrame
Int
[D7] [G] [D7]
Se me meto na carpeta pra jogar não jogo pouco
[G]
Se for preciso até brigo mas não entrego o meu troco
[Bb] [G]
O jogo é coisa do diabo e eu sou burro quando empaca
[D7] [G]
Já levantei de uma mesa com dez cartas na guaiaca
Int
[D7] [G] [D7]
Meu serviço é coisa bruta que não serve pra doutor
[G]
Nem pra estes da cola fina metido a conquistador
[Bb] [G]
Vivo lavrando a boi pisando no meu suor
[D7] [G]
Levantando alguma vaca no fundo de um corredor
Int
[D7] [G] [D7]
Fui criado meio xucro um pobre peão de estância
[G]
Venho curtido da estrada de tanto encurtar distância
[Bb] [G]
Respeitando minha estampa do amor pela querência
[D7] [G]
Sou feito de pau a pique com o Rio Grande na consciência