Vaneira da Quitéria

Luiz Marenco — Tom G

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[C] [G7] [C]

Sou estradeiro pois nasci de alma gaudéria

E hoje eu vou lá pra Quitéria pois conheço

[G7]

Bem o vau

([Am]) ([G7])

Quebro o chapéu tranco o garrão e meto nojo

Depois de beber um apojo no bolicho do

C Bis

Selau

Herdei dos taitas este jeito campesino

E por isso seu Ervalino sou assim e não me

[G7]

Abalo

([Am]) ([G7])

Ando solito e não respeito rio cheio

E onde eu me agrado eu me apeio do recau

C Bis

Do meu cavalo

Int

Minhas ânsias potras que não conhecem

Mangueira

Escaramuçam na vaneira e pastam soltas só

[G7]

Por farra

([Am]) ([G7])

Marcas gavionas com cordeonas de sinuelo

Que ao cruzarem deixam pelos no alambrado

C Bis

Da guitarra

Me criei solto e guardo a reverência séria

Pois a alma da Quitéria sopra em mim e me

[G7]

Provoca

([Am]) ([G7])

Trago na goela rumor de vento teatino

E fui assim desde menino no costado do tio

C Bis

Zoca

Int

E eu largo sigo carregando a sina andeja

Igual carqueja na orquestração

[G7]

Natural

([Am]) ([G7])

Pois sem costeio muito tenho matreiriado

C Bis

Num boi barrado de rolar no banhadal

Nos dias tristes minha alma deixa a matéria

E voa livre pra Quitéria se estendendo no

[G7]

Repique

([Am]) ([G7])

Eu sinto em mim a vibração que vem da terra

E escuto um grito de guerra do meu tetra

C Bis

Avô cacique

Int

Mesmo distante eu lembro de ti contrito

Meu campechano distrito que neste canto se

[G7]

Esvai

([Am]) ([G7])

Estrela pampa perdida na imensidade

Que alumbra minha saudade e adoça meu

C Bis

Sapucai

Int

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