Sovando Um Pelego

Luiz Marenco — Tom F

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[F] [C7] [F] [C7] [F] [C7] [F] [C7] [F] [C7]

[F] [A#º] [F]

Ando por aí, sovando um pelego, sobre um arreio

[C7]

bancando no freio o que a vida toda me der costado

só pelo gosto de querer meu mundo inteiro

no entreveiro, das quetro patas do meu gateado.

Eu busco um rumo que toda a vida outros seguiram...

-De onde partiram, pra onde foram, nem sabe Deus?

Eu vou por onde a minha alma "topá a parada"

invento a estrada, se não der certo, "quem sabe é eu"..

Saber da vida, é pra quem tem tempo e sabedoria

conforme o dia, deixo que a sorte mostre a verdade

levo da estrada, só o que a poeira pra mim deixou

pra onde vou, não vale a pena levar saudades.

Quem tem a alma, feita de estradas e coisas boas

não anda á toa, nem traz "nos tento" laço emendado

estende a armada de toda trança, volta e rodilha

e da presilha, enxerga o pealo, lá do outro lado.

Eu sou assim, de lua e sol e de ventania

na rebeldia de um potro que "inda" se amansa

num dia desses, quando o setembro puxar do queixo

de certo deixo, de ser estrada, pra ser lembrança.

De vez em quando, quando a estrada pede pousada

numa aguada, eu desencilho, pingo e sossego

é só um mate, jujos pra alma, pouca demora

e estrada fora, sigo na vida, sovando um pelego.

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