Recuerdos da 28

Luiz Marenco — Tom G

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Introdução:([Gm] [D7] [Gm]) [G7] [Cm] [D7] [Gm]

[D7]

De vez em quando, quando boto a mão nos cobres

[Gm]

Não existe china pobre, nem garçom de cara feia

[D7]

Eu sou de longe, onde chove e não goteia

[Gm]

Não tenho medo de potro, nem macho que compadreia

[D7]

Boleio a perna e vou direto pro retoço

[Gm]

Quanto mais quente o alvoroço, muito mais me sinto afoito

[D7]

E o chinaredo, que de muito me conhece

[Gm]

Sabe que pedindo desce, meu facão na "28"

[D7]

Remancheio num boteco ali nos trilhos

[Gm]

Enquanto no bebedouro mato a sede do tordilho

[D7]

Ouço mugindo o barulho da cordeona

[Gm]

E a velha porca rabona, retouçando no salão

[D7]

Quem nunca falta é um índio porco e grosso

[Gm]

De apelido Pescoço, da rabona ao querendão

Int.

[G] [D7]

(Entro na sala no meio da confusão

[G]

Fico meio atarantado que nem cusco em procissão

[Gm] [D7]

Quase sempre chego assim meio com sede

[Gm]

Quebro o meu chapéu na testa de beijar santo em parede

[G7] [C]

E num relance se eu não vejo alguém de farda eu grito:

[D7]Me serve um liso daquela q[G]ue matou o guarda)[B]

[D7]

Guardo o trabuco empanturrado de bala

[Gm]

Meu facão, chapéu e pala e com licença, vou dançar

[D7]

Nestes fandangos, levo a guaiaca recheada

[Gm]

Danço com a melhor china, que me importa de pagar

[D7]

O meu cavalo, deixo atado no palanque

[Gm]

Só não quero que ele manque quando terminar a farra

[D7]

A milicada sempre vem fora de hora

[Gm]

Mas eu saio porta afora, só quero ver quem me agarra

[D7]

Desde piazito, a polícia não espero

[Gm]

Se estoura a reboldosa me tapo de quero-quero

[G7] [Cm]

Desde piazito, a polícia não espero

[F7] [Bb] [D7] [Gm]

Se estoura a reboldosa me tapo de quero-quero

Int.( )

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