Alma de Galpão

Luiz Marenco — Tom A

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[Am] [E7] [Am] [G7] [C] [E7] [Am] [Dm] [E7] [Am]

[E7] [Am]

Como faz bem um chimarrão feito a capricho

[E7] [Am]

Quando cevado com o calor da própria mão

[G7] [C]

A madrugada negaceando mostra a cara

[E7]Cheiro de garras e pele[Am]gos pelo c[B]hão

[E7] [Am]

Como faz bem ouvir o relincho do potro

[E7] [Am]

Já na magueira a espera do buçal

[G7] [C]

Baio sebruno, cabos negros de respeito

[E7] [Am] [B]

Que pelo jeito, não nasceu pra ser bagual

[G7] [C]

Como faz bem um banho na restinga

[G7] [C]

Vestir as pilchas domingueiras pra passear

[E7(G7)] [Am(C)]

Ouvir a gaita de oito baixos resmungando

[E7]Adivinhando o pensamento d[Am]o seu pa[B]r

Int.

[E7] [Am]

Como faz bem sentir o gosto da querência

[E7] [Am]

Ouvir um grito explodindo no rincão

[G7] [C]

O venha, venha, do tropeiro nas estradas

[E7]Rezando a prece, de retorno[Am] ao ve[B]lho chão

[E7] [Am]

Como faz bem lavar a fuça na gamela

[E7] [Am]

Tirar o freio pra depois chimarronear

[G7] [C]

E o gado manso ruminando junto as casas

[E7]E a terneirada num berre[Am]iro pra[B] mamar

[G7] [C]

Como faz bem sentir o cheiro do borralho

[G7] [C]

Respirar fundo o braseiro do tição

[E7(G7)] [Am(C)]

Rio Grande velho, que retrata diariamente

E7 Am(F Am) Bis

Como se forja uma alma de galpão

Int.

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