Luiz Marenco — Tom G
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[Declamado]
Nas estâncias de Bagé
Gastei esporas, caronas
Abri rastros no sereno
Em contrabandos e domas
Guardei relinchos de potros
Nas ilheiras da cordeona
[Intro] [G] [D7] [G]
[D7]
Sobra cavalo pra cantar este Rio Grande
[G]
Largo a cabeça do meu verso pelo mouro
[D7]
Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água
[G]
E peão campeiro da estância rincão dos touros
[D7]
O Grujo velho capataz há muito tempo
[G]
Meio lunanco das trompadas que levou
[D7]
E mesmo assim segue bolcando a cada pealo
[G]
Xucros e malos que o destino lhe entregou (Bis)
( [G] [D7] [G] )
[D7]
Na recolhida o negrinho salta em pelo
[G]
Numa gateada mui llerena e traiçoeira
[D7]
Se esconde a cara no sair do parapeito
[G]
Já de vereda enreda a marca na soiteira
[D7]
A cachorrada no movimento da encilha
[G]
Faz uma festa de latidos esperando
[D7]
Que a indiada saia pra fazer um costadito
[G]
Num desbocado que se arrasta corcoveando (Bis)
( [G] [D7] [G] )
[D7]
O Zaragoza cria de allá do Uruguai
[G]
Contrabandeou a própria vida para aqui
[D7]
Passando espora nos veiaco das estância
[G]
Bandeando potros nas cheias do Piraí
[D7]
O Dom Felipe vaqueano desta fronteira
[G]
Bateu na marca pra o rumo das serrilhada
[D7]
Poncho emalado pingos de muda por diante
[G]
Buscá uma tropa que hace tiempo foi comprada (Bis)
( [G] [D7] [G] )
[D7]
Rincão dos touros esperança de a cavalo
[G]
Na resistência tranqueando de lombo duro
[D7]
É um contramestre segurando a linha reta
[G]
Que a tradição vem alambrando pra o futuro
[D7]
Sobra cavalo pra cantar este Rio Grande
[G]
Largo a cabeça do meu verso pelo mouro
[D7]
Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água
[G]
E peão campeiro da estância rincão dos touros (Bis 2x)
( [G] [D7] [G] )